Em uma clinica de fisioterapia ouvi uma história que me fez pensar quantas diferenças ou indiferenças tínhamos na educação dos filhos. Principalmente se fizermos uma analogia aos dias de hoje.
Nesse dia, esperava para ser atendida uma senhora de 70 e alguns anos, que conversava com a recepcionista da clinica.
Falava de uma vivência de infância que se tornou importante, tanto que nunca mais esqueceu. Falou que quando ela era criança brincava em uma rua onde todos do seu bairro passavam. Tinha bastante verde, muitas árvores.” A cidade ainda era bem tranqüila”.
Um certo dia, disse ela, quando tinha uns 11 a 12 anos, me pendurava em uma árvore de galhos grandes com uma copa cheia de folhas (“adorava subir naquela árvore, pois podia ver a vida de cima”). “Lá em baixo via algumas crianças brincando, algumas pessoas namorando e outras conversando”.
“E passou por lá uma mocinha, que tinha no máximo 16 anos (sabia que era mais velha, pois era maior do que eu). Ela falava com uma amiga: “é barriga d’água” e a amiga falava:” Não é, tem neném ai dentro!”. Brincou mais um pouco e foi correndo para casa falar com sua mãe do que tinha escutado.
Ansiosa pela resposta da sua mãe ouviu:
“O que menina?! Essa moça não é boa companhia para você! Que barriga que nada... (com o olho bem arregalado)!”.
Essa senhora comentou que para ela era estranho o que ouviu, porque “não conseguia ver o neném. E naquela época não se falava muitos nessas coisas”.
“Naquele dia fiquei frustrada, pois queria que minha mãe explicasse como seria ter um neném na barriga no qual eu não conseguia ver”.
Olhou pra mim e deu uma risadinha...
Ela comentou que alguns dias depois foi passear com seu pai na praia e em um determinado local havia um tumulto de pessoas na beira do mar rodeando uma coisa...
Chegando perto ela viu que era uma baleia encalhada na areia. “Foi encantador e triste, pois nunca tinha visto uma pessoalmente, só em livros da escola. “Era enoooooorme!”
A senhora deu uma outra risadinha e falou:
“O que aconteceu em seguida foi mais triste que ver a baleia morta... Uma das pessoas gritou para outra: olha a barriga da baleia... tem um filhote dentro dela!”
“Meu pai se afastou um pouco para ver e eu o segui. Passamos alguns minutos no local só observando a baleia sem dizer uma palavra. Depois fomos para casa ainda triste e agora mais curiosa. Chegamos a casa e encontrei minha mãe na porta de casa...”
Para variar não sei o final da história, pois o médico me chamou para ser atendida.
Não sei o que aconteceu... Dê continuidade a essa história, agora é com você!
Bjs
Dona Candinha
sábado, 6 de fevereiro de 2010
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